sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

MORDAÇA

MORDAÇA


A medo d'eu falar, têm me calado

Aqueles que desgostam do que penso:

Logo vêm me acusar de contrassenso,

Para no fim passar por transtornado…


Acostumei-me a estar do lado errado,

E agora vivo dias em suspenso.

Mordaça que, afinal, me pesa imenso,

Visto que em tudo sou invalidado.


Querem, a todo custo, que me cale

Ou que já não s’escute quanto eu fale,

Vencendo-me por força, não razão.


Debalde… Não se cala uma verdade!

Mesmo eu silenciado, a realidade

Irá sempre se impor, queiram ou não.


Betim - 24 10 2025

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