ONIRONAUTA
Fecho meus olhos e vejo teu rosto
Posto a me sorrir; posto a me ferir;
A me insistir no engano de insistir,
Tanto faz com gosto ou com desgosto…
Teu rosto… Um outro sonho - aposto! -
Que sei navegar, lúcido, a dormir:
Ver, d’olhos fechados, esse porvir
Desejado com quem eu tanto gosto.
Um mundo bem melhor, contigo sonho
E quanto n’ele vejo eu te proponho
N'alguma bizarrice surreal.
Talvez nem de carne e osso possas ser
Ao menos nos meus sonhos, vem viver,
Senão como mulher, como ideal.
Betim - 12 07 1992