HEMEROTECA
Erros gritantes, óbvios ululantes…
Estampavam em letras garrafais
Manchetes d’antiquíssimos jornais
Encadernados sobre altas estantes.
Os nomes, hoje tão desimportantes,
Jazem como se lajes sepulcrais
Com vidas idas para nunca mais
Ao longo de mil páginas errantes.
Fotos obscuras, vãs caricaturas…
Ilustravam os factos nas brochuras
Impressas para a luz dos mais letrados.
Mas, por fim, historiar mentalidades:
Em face das passadas realidades,
Escrever os presentes repensados.
Betim - 11 09 2026