segunda-feira, 13 de abril de 2026

MAL D’AMOR

MAL D’AMOR


O peito ardente, a mente em sofrimento,

O olhar fixo ou perdido no vazio;

Ter a vida em constante desvario

Vivida sem qualquer contentamento.


Vagar pelos caminhos sem intento,

A alta noite do dia mais sombrio,

Enquanto o nada clama em desafio

D'algo que dê sentido ao movimento.


Assim anda quem sente e se ressente...

Certo de pelejar feito um demente

Co'os próprios pensamentos intrusivos.


E, em sua passional celeridade,

Alterna entre murmúrios e saudade

Os mesmos rituais repetitivos.


Betim - 12 12 2025


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