terça-feira, 18 de agosto de 2026

O FORAGIDO

O FORAGIDO


Passados tantos anos, ninguém; nada.

O sangue derramado que o condena

Faz pensar que talvez não haja pena, 

Somente uma justiça desvairada.


Mas aquele que caiu teve a jornada

Interrompida sob a noite plena...

Obscura, a vida humana se apequena:

Não mais que uma outra sombra pela estrada!


Vivia ele a fugir do vitimado.

Prescritos tanto o crime que o castigo,

A seus olhos se vê ‘inda culpado.


Já não distingue o amigo do inimigo, 

De tudo e todos tão desconfiado,

Quem de si mesmo nunca encontra abrigo.


Belo Horizonte - 12 08 2026




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