segunda-feira, 3 de agosto de 2026

ÁRDUO VOO

 ÁRDUO VOO


Um chão alcatifado à flor de ipê

E horas de tarde morna e modorrenta…

A língua outra palavra experimenta,

Buscando nobre rima por mercê.


Soubesse de beleza sem porquê,

Nas trilhas da chapada poeirenta,

Andaria onde o sol desorienta,

Tamanha imensidão ali se vê.


Arribação de avoantes a poesia.

Meu verso em linhas tortas principia

Até saber dizer do que senti.


Carece, pois, de alturas miradouras,

Que me revelem luzes duradouras

Nas coisas distraídas que escrevi.


Belo Horizonte - 31 06 2026

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