sexta-feira, 21 de julho de 2023

AO PÉ DO OUVIDO

AO PÉ DO OUVIDO


Se eu derramar um verso em teus ouvidos

E, encantada, me olhares com ternura,

Talvez as rimas valham-me a procura,

Na lembrança dos sonhos esquecidos.


Rebuscaria à língua desmedidos

Louvores face à tua formosura…

Para as letras encher de calentura,

Na fé de me sorrires dos pedidos.


Então — somente então — tudo o que sinto

Arrancará da escrita uma grandeza

Capaz de enaltecer tua beleza.


Mesmo um poeta menor — não o desminto —

Ao menos te contar como te vejo

Faça corar teu rosto n’um gracejo.


Belo Horizonte - 12 08 1996

Nenhum comentário:

Postar um comentário