CHEIAS DO DOCE
Se o rio faz sumir as suas ilhas,
Após dias de chuva intermitente,
Avista-se no vale tão-somente
A vasta inundação, milhas e milhas.
E todas as estradas, ruas, trilhas…
Se perdem sob as águas d'outra enchente,
Deixando isolada aquela gente
E à mercê de milagres; maravilhas.
Porém, nada faz o homem tão pequeno
Quanto uma imensidão desoladora,
Em meio ao desespero de quem chora.
É Deus e o mundo vendo esse sereno…
Enquanto o rio sobe pela rua,
A chuva simplesmente continua.
Governador Valadares - 30 12 1996
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