domingo, 18 de outubro de 2026

CHEIAS DO DOCE

CHEIAS DO DOCE


Se o rio faz sumir as suas ilhas,

Após dias de chuva intermitente,

Avista-se no vale tão-somente

A vasta inundação, milhas e milhas.

E todas as estradas, ruas, trilhas…

Se perdem sob as águas d'outra enchente,

Deixando isolada aquela gente

E à mercê de milagres; maravilhas.


Porém, nada faz o homem tão pequeno

Quanto uma imensidão desoladora,

Em meio ao desespero de quem chora.


É Deus e o mundo vendo esse sereno…

Enquanto o rio sobe pela rua,

A chuva simplesmente continua.


Governador Valadares - 30 12 1996

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