quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

NÃO IMPROVÁVEL


NÃO IMPROVÁVEL

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NÃO IMPROVÁVEL

Talvez sim. Porque eu a olhe e veja nua

Ou porque o tempo fez-se enfim propício;
Ou porque quão mais raro, mais difícil.
Embora o encanto enquanto se insinua...

Talvez fosse bonita ou porque a lua

Estivesse tão plena de artifício.
Talvez porque, já cerca ao precipício,
Eu me precipitasse pela rua.

Talvez não. Talvez nada fosse assim;

E talvez sequer era para mim
Seu sorriso mais terno àquele instante.

Talvez eu nem devesse estar aqui.

Mas não tivesse eu visto quanto vi
Jamais a encontraria d'oravante.


Betim - 31 12 2014