DECRÉPITO
Vitória - 11 10 2026
Espaço para exibição e armazenamento de poemas à medida que os vou escrevendo. Espero contar com o comentário de leitores atentos e gente com sensibilidade poética por acreditar que o poema acabado não precisa ser o fim de uma experiência, sim o início de um diálogo.
DECRÉPITO
Vitória - 11 10 2026
VERBALIZADO
Livrar a palavra; soltar o verbo!
Eis quanto me proponho quando poeto.
Eu substantivo acções sem um objeto,
Enquanto outro adjetivo vão adverbo…
Escrever assim não me faz soberbo,
Ao contrário, hermetiza-me o soneto.
Se o poema de mim mesmo está repleto
É porque antes mazelas exacerbo.
Metalinguagens à parte, o meu verso;
Pretendo-o, sobretudo, controverso,
A irromper na mente feito penetras.
Pois, no final das contas, o que fica,
Muito mais do que rima pobre ou rica,
É me fazer pensar com belas letras.
Vitória - 12 10 2026
PAÇO DA GRÃ-VENTURA
Muito distante já — no tempo e no espaço —
Vejo a felicidade que era minha:
Fugaz luzia em débil estrelinha
A indicar os pináculos do Paço!...
Ínvias trilhas seguia sem cansaço,
Certo que aquela estrela se avizinha.
Falaz luzia ou falso me sustinha
Ao longo do caminho, passo a passo.
Luz na primeira e vera primavera:
Quando a felicidade era a procura
E à procura da estrela eu feliz era.
Jaz anos-luz a estrela à Grã-Ventura!
Eu estou onde estava a estrela outr'era.
E ela ainda longe: Lá, na noite escura.
Betim - 02 05 1995
METICULOSO
Belo Horizonte - 04 04 1992
MIASMAS
MOÇAMBIQUES
Contagem - 14 10 1993
MUTATIS MUTANDIS
Belo Horizonte - 06 06 1995