UM ALGUÉM
Aquele duplamente indefinido,
Que homem e/ou mulher podia ser
Costuma feito névoa aparecer
E passa como nunca acontecido.
Quem entre o “se” e o “não” adormecido
Desperta ainda incerto do que quer
Para, no fim de tudo, s'esquecer,
Varando a madrugada entorpecido.
Ei-lo, tanto aparência quanto essência,
Ambíguo a questionar sua existência,
E se mostrar tão-só se lhe convém.
Actor, qual é a máscara de hoje?
Sim, a rir e a chorar o tempo foge…
Quem ora todo mundo; ora ninguém!
Betim - 31 08 2026
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