sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

DESNUDADA

DESNUDADA
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DESNUDADA

Mas como pude ser tão infeliz?!
Quando se ama e não diz! E quando não...
Enfim, nada: olhos, boca ou coração
Neguei de mim àquele que me quis.

E foi por medo d’eu não ser feliz
Que, só e infelizmente, à escuridão
Confesso, precavida, essa paixão
Culpar-me justo pelo que não fiz.

O beijo ficou preso à boca muda.
E o olhar, dissimulado sob a lua,
Apago a me impedir de que me iluda.

E ele se vai sozinho pela rua... 
Sem saber que em meu quarto só, desnuda,
Eu me entrego sonhando que sou sua.

                            Betim - 19 11 2014