sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ONIRONAUTA

ONIRONAUTA


Fecho meus olhos e vejo teu rosto

Posto a me sorrir; posto a me ferir;

A me insistir no engano de insistir,

Tanto faz com gosto ou com desgosto…


Teu rosto… Um outro sonho - aposto! -

Que sei navegar, lúcido, a dormir:

Ver, d’olhos fechados, esse porvir

Desejado com quem eu tanto gosto.


Um mundo bem melhor, contigo sonho

E quanto n’ele vejo eu te proponho

N'alguma bizarrice surreal.

 

Talvez nem de carne e osso possas ser

Ao menos nos meus sonhos, vem viver,

Senão como mulher, como ideal.

 

Betim - 12 07 1992

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