segunda-feira, 10 de outubro de 2016

ALFORRIA

ALFORRIA

Que meus versos não sirvam a ninguém,
E que mais nunca os prendam a cadenas!
Não careço de senhores nem mecenas,
Tampouco espero d’outros qualquer bem.

São lumes que não sabem a que vêm
Estes versos que escrevo a duras penas.
Se de mim para mim servem apenas,
Serão de quem quiser lê-los também.

Passado o cativeiro, porém, ando
Serras e terras vãs atravessando
Tão-só pela alegria de escrever.

Alheio aos privilégios dos perversos,
Estejam por direito os meus versos
Livres para que todos possam ler.

Betim – 17 09 2007