sexta-feira, 10 de março de 2017

AZIMUTE

AZIMUTE

O ângulo entre o Norte e a minha mira
E a linha d'onde sou para onde vejo
Têm as medidas mesmas do desejo
Que por precisa meta o olhar aspira.

A lente da distância me confira
A beleza do que a alma faz ensejo
Ou cobiça... Afinal, sem qualquer pejo
Como se arma de fogo longe atira.

Assim encontro o rumo de ir avante
Para alcançar até o mais distante
Extremo que a vontade determina.

E sigo, sob o sol d'esse sertão,
Contente de tamanha imensidão
Aonde a travessia me destina.

Betim - 06 05 1998