quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

À MERCÊ DO TEMPO

À MERCÊ DO TEMPO

Hoje, que chove forte e venta frio,
Percebo o quanto sou eu suscetível
Às mudanças do tempo, ao mesmo nível
Dos que fixam na lua o olhar sombrio.

Abandono-me à espera d'outro estio.
No entanto, cada vez mais irascível,
Não raro me estremeço de sensível,
Gelando a espinha súbito arrepio.

No céu, nuvens pesadas bem escuras,
Deixam-me o peito opresso e amargurado
Sem eu saber sequer por quê cuidado.

Segue o tempo a variar temperaturas
Junto com meu já não tão bom humor
Enquanto nega o sol o seu calor.

Betim - 14 02 2017