quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DO POEMA PERDIDO

DO POEMA  PERDIDO  

Retoma a folha em branco; o teu  sentido,
E  escreve... Torna  àquele instante  que herda
Das palavras e ideias a mesma  perda;
Rebusca a dor  do poema após  perdido.

Tu te lembras?!  Embora a mente lerda,
Segue os sinais por onde havias ido
Em meio às armadilhas vãs  d‘Olvido.
Sem ignorar,  porém, o abismo à esquerda...

Voa, poeta, mais  alto que o condor:
Parábolas, hipérboles, elipses...
Descritas voltas por esferas tríplices

Do ser a superar-se outro ao compor.
É  imperativo: 'Inda que alterado,
Debruça-te sobre ti,  reencontrado.

Belo  Horizonte - 05 02 1999