segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ATEMPORAL

ATEMPORAL

A memória do amor que permanece
A despeito do bem e mal vividos
Guarda-nos todo o ardor dos tempos idos,
Mesmo quando tudo o mais se esquece.

A vida passa sem que o encanto cesse,
Porque menos ou mais arrependidos
Vivemos sob o império dos sentidos
Entre o que se deseja e se conhece.

De grandes esperanças os amores
Têm ao longo dos anos nos levado
Às mesmas fantasias do passado.

Pois tanto as alegrias quanto as dores
Nos cabem na aventura desmedida
Que bem sabe por vezes ser a vida.

Belo Horizonte - 02 04 2000