quarta-feira, 30 de setembro de 2026

EREMITA

EREMITA


A minha vida vivo abrindo trilhas,

Embora ninguém venha a me seguir;

Apenas para a mata as consumir,

Ao recobrir pegadas e armadilhas.


Como se me negando maravilhas

A vida se mostrasse sem porvir...

Paro, sem nunca nada descobrir,

Depois de caminhar milhas e milhas:


— “Às vezes não sou nada nem ninguém, 

Sim parte do vazio a que me entrego,

Incerto de que haja algo mais além…”


A minha vida vivo em descaminho

Para perder-me em mim, enquanto nego

Deus e todo o mundo aqui sozinho.


Santa Bárbara – 08 08 1996

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