PRETIOSUM AURUM NIGRUM
para Galanga do Congo, o Chico Rei
A verdade liberta? Oxalá sim!
Às vezes ser vil n’um mundo de vis
É tudo o que se pode quando ardis
Hão-de nos libertar antes do fim.
A verdade liberta... Livre, enfim!
Se crê que seu poder vem de raiz
E, na glória, desfila quanto quis
A conduzir a Santa em baldaquim.
A verdade liberta. Os homens não...
A chuva cai lavando quanto existe:
Precioso ouro preto ao boqueirão!
Tudo é passado, mas a lenda insiste.
Sob o jugo mais duro, à hora mais triste.
Eis Liberdade: Pedra em negra mão!
* * *
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