AO QUE PARECE
Nem tudo que se ajunta à mão é feixe…
Nem tudo que estrepa no pé é trave…
Fosse moléstia, seria a mais grave…
Fosse crime, tarde demais se queixe…
Nem tudo que nada no mar é peixe…
Nem tudo que voa no céu é ave…
Fosse porta, ninguém teria a chave…
Fosse morada, nada ali se deixe…
O amor, aquela história mal contada,
Que toda a gente busca, inebriada,
Para no fim dizer ter se iludido.
O amor, um salto sobre o vazio,
Que a vida traz em tom de desafio
Qual se quisesse dar algum sentido.
Betim - 10 10 2025
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