domingo, 20 de setembro de 2026

AO QUE PARECE

AO QUE PARECE


Nem tudo que se ajunta à mão é feixe…

Nem tudo que estrepa no pé é trave…

Fosse moléstia, seria a mais grave…

Fosse crime, tarde demais se queixe…


Nem tudo que nada no mar é peixe…

Nem tudo que voa no céu é ave…

Fosse porta, ninguém teria a chave…

Fosse morada, nada ali se deixe…


O amor, aquela história mal contada,

Que toda a gente busca, inebriada,

Para no fim dizer ter se iludido.


O amor, um salto sobre o vazio,

Que a vida traz em tom de desafio

Qual se quisesse dar algum sentido.


Betim - 10 10 2025

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