VERSOS ALEXANDRINOS
Conta, musas, ainda El Libro d'Alexinde,
Sobre Alexandro Magno, El-Rey de Macedônia,
A História fabulosa, muito embora idônea,
Co'os feitos d'armas seus, que o tornaram o Grande.
O império, d'Europa à Índia, célere s’expande:
Ocidente e Oriente une ao tomar Babilônia.
Dest'arte, a flauta frígia em duo co'a lira jônia
Tocam enquanto, no ar, forte o seu gládio brande!
El Libro d'Alexinde, em átrios paladinos,
Lembrava a erudição da vasta Alexandria,
Dois milênios após! Em meio a desatinos...
Helenisticamente, entretém-me a harmonia
De lira e flauta, a ver — versos alexandrinos —
Doze sílabas dão belo metro à poesia.
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