quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

COPO LAGOINHA

COPO LAGOINHA

Qualquer cerveja é sempre mais gelada
Quando servida n'um copo lagoinha,
Que meio sujo de pinga descaminha
Conversa que começa atravessada.

Ser belo-horizontino --  enfim... -- ou nada!
Tem a ver com beber bem de noitinha
Enquanto a alvorada se avizinha
Esbranquiçando os céus da madrugada.

O vidro canelado nos rebrilha
Os olhos de insuspeita maravilha
Enquanto a mente gira e o mundo roda.

A cidade, silente, agora dorme.
E as luzes a revelam tão disforme
Que me perco em Drummond e a coisa toda!

Belo Horizonte - 22 05 1999