quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

QUIPROQUÓ

QUIPROQUÓ

Pois é... Há quem troque isto por aquilo,
Fazendo tempestade em copo d'água.
Turbilhão d'emoções ardem em frágua
Na vigília do espírito intranquilo!...

É fácil ver maldade n'um vacilo
Quem tem o coração já cheio de mágoa.
Após, em turvo rio ele deságua
E rompe igual barragem seu sigilo.

Ao se pressupor culpa, cai por terra
A ideia de que o inocente também erra,
Pois deve ser punido mesmo assim.

Quanto mais se defende, mais se acusa
Qualquer coitado diante da confusa,
Que julga em tudo sempre algo de ruim.

Betim – 19 12 2003