quinta-feira, 3 de novembro de 2016

FINADOS

FINADOS

Já recolhido ao quarto de dormir
Aguardo o sono vir com outro sonho.
Considero 'inda o tempo que disponho
Entre as luas d'agora e as do porvir.

Meus olhos se ressentem de insistir
Em antever na noite algo bisonho:
Quando da juriti o roar tristonho
Através dos sertões se faz ouvir.

A hora passa sem qu'eu nem me aperceba...
Não importa o que dê ou que  receba
O amor não era mesmo para ser...

E o sono traga o sonho simplesmente
Sem pensar no que venha pela frente
Permita tão-somente eu me esquecer.

Sobrália - 02 11 2010