sábado, 12 de novembro de 2016

MAL-DE-AMOR

MAL-DE-AMOR

Depois de misantrópicos desterros,
Volta de coração e olhos abertos
O amador a atravessar bairros desertos
Enquanto vai cantando a lua aos berros.

Grita não confessar nem posto a ferros
A secreta verdade dos espertos:
Saber mais importante que os acertos,
Viver a vida em todos os seus erros!

De coração é quanto tem em mente
Visto que amar não mais basta ao amador
E sim amar a dor que finge e sente.

Escolhe experienciar com todo ardor,
Sob pena de sofrer amargamente,
Dos males o maior, o mal-de-amor.

Belo Horizonte – 13 02 1996